quinta-feira, 20 de março de 2014


Desde sempre ouvimos falar do medo do desconhecido. A princípio soa como uma coisa esotérica ou de ficção científica.  Começamos a imaginar uma experiência extra-sensorial, ou abdução por extra-terrestres ou a mudança para um lugar muito distante. Mas dificilmente é o que significa. Na maioria das vezes o nosso desconhecido é uma coisa tão simples quanto um próximo passo.  E esse é o tipo que mais assusta. Tomar uma atitude que mude a vida, mesmo quando ela está insuportável, nos faz parar pra pensar, ou nem faz, às vezes o medo apenas nos paralisa.
Talvez seja por isso que o assunto divórcio apavore tanto as pessoas. Poucos tópicos são mais chocantes. A possibilidade de romper uma situação estabelecida e partir para a incerteza machuca. Deve ser porque poucos momentos na nossa vida são tão cheios de promessas duradouras e quebra-las nos parece intolerável. De uma coisa eu sei: poucas notícias são tão difíceis de dar e de receber. E digo mais: poucas são digeridas com tanta dificuldade. Chega a ser engraçado.  A primeira coisa que a pessoa diz quando você conta, quase num reflexo, é: vocês vão voltar. Os mais prudentes conseguem até usar um tom de pergunta, mas a maioria é categórica. Quando aconteceu comigo, depois de falar com as pessoas mais próximas, várias vezes eu tive que consola-las. Isso mesmo: consolar as pessoas da “tragédia” da minha separação.
No último século fomos tão criticados pela instituição do divórcio que o que ficou foi uma culpa enorme. Em nossas mentes estamos sempre desistindo a toa, sempre desvalorizando a família, sempre tentando a saída mais fácil. Será mesmo?? Não sou nenhuma especialista em estatística, nem tenho números, mas não é o que tenho visto. Vejo pessoas, mulheres e homens, tentando a qualquer custo levar relações  adiante, até limites inimagináveis. Isso até acabou criando um efeito colateral que seria cômico se não fosse trágico: mais de uma vez percebi inveja nas pessoas, principalmente nas mulheres.  Sim, inveja do meu divórcio. Não me lembro de ter visto esse olhar quando contava que tinha me casado.
Não, de maneira nenhuma faço apologia ao fim do casamento. Pelo contrário. Sou uma boba romântica e idealista que acredita que um relacionamento estável pode sim, fazer as pessoas felizes. Bem, não sou tão boba assim, né? Sei das dificuldades (ô, se sei!). Mas também sei que é preciso tentar.  Não existem príncipes, nem princesas, nem finais felizes, só pessoas que tiveram a sorte de ter encontros bem sucedidos. E mesmo essas, com certeza vão ter problemas. Mas acredito que uma relação a dois saudável é possível e se há quem julgue que encontrou uma deve defende-la com unhas e dentes.
Isso nada tem a ver com as armadilhas que a gente faz pra si mesmo, como a de se trancar em um casamento infeliz e passar a crer piamente que a vida se resume a isso. Em nome de que mesmo? De filhos que passam anos carregando nas costas pai e mãe emburrados que insistem em permanecer juntos? De um patrimoniozinho chinfrim de classe média? Do status  e segurança financeira que o casamento da (??????)? Do orgulho de não voltar atrás? Ou será que não é em nome de nada? Será que é só medo… medo do desconhecido, medo de ser sozinho.
Não zombo desse medo. Quem seria eu pra isso? Logo eu que passei tanto tempo refém dele. Só queria convidar a uma reflexão que eu gostaria de ter tido a lucidez de fazer antes do que fiz. O fim de um relacionamento, ainda que seja um casamento, ou uma união estável, ou um concubinato, ou seja lá o nome que você dê, não é nada mais que isso: o fim de um relacionamento. A vida, enquanto for vida, segue sempre e pode te surpreender com seus novos rumos e formas. E o desconhecido só é assustador até começar a acontecer.

Fonte: http://altaestima.wordpress.com/2011/08/08/existe-vida-depois-do-divorcio/

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

"E o meu destino é você
o meu sonho é você
minha emoção, minha alegria
a minha eterna poesia
meu universo é você
minha vida é você
felicidade que é difícil de entender
o meu destino é você"

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

27 de dezembro de 2013: Completa-se uma década!
São 10 anos de casamento, uma vida. Talvez aprendida, curtida.
Talvez nem percebida. De momentos felizes, momentos de desafios. Momentos de vontade de parar no meio do caminho.
Foi fácil? Não.
Foi sempre alegria?
De jeito nenhum.
Casamento é assim: nem sempre fácil, nem sempre difícil; porem todos o mementos tem que ser partilhados, divididos para que sejam mais fáceis de viver e para continuar a somar a satisfação dos obstáculos superados e das alegrias vivida.
Obrigado, Eliane, pela paciência, pelo equilíbrio, pela sensibilidade, pela força, pelo apoio, pelo perdão, pelo amor, enfim, por ser como é.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013


Não é o fim
Tem jeito para o nosso amor
Fora de mim
Admitir que tudo terminou
Quem sabe a gente agora
Acerta pra valer
Tudo que no início
Não conseguimos fazer
Vou assumir
Sou réu confesso por amor
Quebro em mim
O orgulho que nos afundou
Pro abismo do oceano
Mas em mim ainda restou
O último suspiro pra gritar
Confesso amor
Que fui uma criança sem notar
Fiz da nossa história um momento pra brincar
Cansei de ser menino descobri que era você
Minha estrutura
A razão do meu viver
Preciso te mostrar que eu cresci
Estou no fundo de um abismo sem poder sair
Leva minha vida para a superfície agora
E que Deus abençoe
Essa nossa história - NÃO É O FIM: ANDERSON FREIRE

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Hoje, 11/12 duas pessoas que amo e que são minhas vidas completam mais um ano de vida. Minha filha, minha vida que a 6 anos venho alegrar nossas vidas e me dar forças para continuar lutando.
E minha esposa, Eliane Brito Laranjeira Reis. Isto mesmo, o presente dela de aniversario a 6 anos foi o nascimento da nossa filha. Ane, minha companheira de viagem!!! Parabéns!
Não sei o que eu fiz de certo para merecer você, talvez alguém tenha engolido barriga lá em cima e te mandaram pra mim por engano! Agora já era, pois não devolvo mais!!! Rs...rs... Te amo...

E Ayla, faço minhas as palavras de PG na musica Minha filha, minha Flor: "Filha,menina escolhida por Deus
Pra fazer sorrir a nossa vida
Com você os meus dias serão primavera
A flor mais bela que Deus plantou em meu jardim"

Amo muito vocês duas!!!!!!!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Deus me abandonou…


O frade carmelita e poeta espanhol João da Cruz escreveu uma poesia chamada A noite escura da alma. Nela, fala da sofrida experiência que os cristãos têm de suportar em sua busca pelo crescimento espiritual e a intimidade com Deus. As trevas nos cercam e nos invadem. De tão angustiados, chegamos a pensar: “Deus me abandonou…”.
Sei o que é isso. Conheço bem esse sentimento. Na jornada com Cristo, passamos por muitos vales. Sofremos muitas injustiças, reveses, problemas de toda sorte. As palavras que Jesus bradou da cruz ressoam no fundo do nosso ser, sem nem termos de pronunciá-las: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” É uma sensação horrível. Rasga a alma.
Um dos fatores que agravam esse sentimento é a noção de que, no fundo, sabemos que não merecemos nada mesmo. Nem temos do que reclamar. Somos pecadores, afinal. Quem não merece um bom castigo? E no que vamos nos apegar para pedir socorro? Certamente apelaremos para a misericórdia de Deus. Mas passamos por momentos nos quais achamos que nem compaixão há para nós. É a sensação de termos gasto as últimas gotas da paciência do Senhor.
Quando chegamos a pensar assim, é sinal de que a alma de fato está passando por essa crise espiritual chamada “a noite escura”. É um vazio que parece não ter fim. Sentimo-nos tão para baixo que não conseguimos ver luz alguma no fim do túnel. Não imaginamos como seria possível sair desse momento. A alma adoece. Somos como o pavio apagado de um candeeiro ou de uma lamparina que não tem mais azeite ou querosene para queimar. Começamos a “tirar do fígado” forças para continuar. Só que isso nos esgota. E, quando isso acontece, tudo desmorona. Caímos de vez num estado de ânimo estranho e surreal. Esquecemo-nos de que as “misericórdias [do Senhor] são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade!” (Lm 3.22-23). Sim, nos esquecemos do amor constante e infinito de Deus – Pai, Filho e Espirito Santo.
Só que, mesmo que você tenha se esquecido, Ele não se esquece de você jamais. Se eu puder lhe deixar com uma certeza, é essa. Deus nos trata com um cuidado e uma gentileza inimagináveis. Como um pai ou uma mãe que se condói pelo filho que chora na cadeia ou por uma filha que anuncia uma gravidez indesejada, assim Deus não nos rejeita, não nos condena. Ele sabe que já estamos sofrendo tanto! Jesus foi um homem de dores e sabe o que é sofrer (Is 53.3). Por isso mesmo, temos um sumo sacerdote que intercede junto ao Pai em nosso favor. Veja o que disse o profeta Isaías:
Eis o meu servo, a quem sustento, o meu escolhido, em quem tenho prazer. Porei nele o meu Espírito, e ele trará justiçàs nações. Não gritará nem clamará, nem erguerá a voz nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, e não apagará o pavio fumegante. Com fidelidade fará justiça; não mostraráfraqueza nem se deixará ferir, até que estabeleça a justiça na terra.” (Is 42.3)
Já fui como um caniço rachado e um pavio fumegante. Não tomei cuidado de me manter perante o trono da graça como deveria. Larguei-me e não mantive o óleo no meu candeeiro. Bateu o vazio e sei que sou culpado por isso. Claro que isso não aconteceu de graça. Houve pessoas que me magoaram, problemas que não consegui resolver, dores, medos e uma série de fatos tão confusos que, sinceramente nem sei como me achei na situação tão triste e caótica que me sobreveio. Mas, então… Deus me contemplou. Contrariando todas as minhas tristes expectativas, Ele me levantou. Surpreendeu-me com o seu amor e a sua misericórdia.
Talvez você nem tenha forças para orar. Já passei por isso. Que a sua leitura deste post seja, então, a sua oração. Sei que Deus conhece as suas lágrimas e ouve os seus gemidos silenciosos. Ele não vai esmagá-lo nem rejeitá-lo. Ele se lembra de você. Creia nisso.
Na paz,
+W